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Guardo em mim coisas que se fugissem nunca mais encontrariam o caminho de volta, deixo sonhos voar por cima da minha cabeça enquanto durmo, como que um móbile para bebés: sem música e a preto e branco, tal como tudo que comigo se relacione fica. Nunca percebi se o problema era meu ou da minha cabeça, mas acho que cheguei à conclusão de que tudo o que se passar na minha cabeça, passar-se-á comigo em dobro e nunca daqui conseguirei sair. Sendo que daqui falo da minha mente, e mente essa que não desejo nem uma noite ao meu pior inimigo aqui dentro. Nunca ninguém aguentaria, e talvez seja por isso que eu sou um extraterrestre. Mas os extraterrestres têm saudades de casa - "e.t. phone home" - e eu não sei mais ao que chamar casa.
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