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Sinto que os dias passam a voar e não deixam rasto em mim. São rotinas e dias perdidos a sorrir para estranhos para esconder esta angustia que me invade. E as pessoas andam felizes e com vidas ocupadas e passam por mim sem me ver. Sou um ser sem nome, sem vida e sem amor próprio. Estas ruas são uma correria e eu passo por elas devagar. Sou tão invisível, porque sou só mais uma parasita desta sociedade, não é assim? Sou um nada. Não tenho motivação nem para sorrir a fingir. Até chego a ter medo de sentir. Não sei porque falo em sentimentos. Não sei porque insisto em pensar que sinto o que quer que seja.
Apática. Sozinha. Sem motivação. Sem vida. Tão eu. Tão pouco de vida. Tão morta.

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