leve
A casa está silenciosa, não ouço qualquer ruído, apenas a tua respiração. O melhor som que posso ouvir, estou deitada no teu peito. Adoro estar aqui, sinto-me completa. Estou protegida nos teus braços. Sinto as tuas mãos deslizar pela minha pele suave, perco-me entre pensamentos e beijos. Os teus dedos a percorrer a palma da minha mão, tão devagar e o céu a ficar mais perto, tão depressa. Não conhecia o mundo assim. Como é que afinal, de repente, isto existe? Ou sempre existiu este mundo e eu é que não tinha a capacidade de o perceber, porque não estavas ao meu lado? Como é que o tempo pára assim, tão de repente, mesmo quando os ponteiros dos relógios à minha volta continuam a mexer. Como é que as pessoas à minha volta estão ali e ao mesmo tempo desaparecem? É tudo tão leve. Mesmo com o peso do mundo nos ombros. Sabes dizer-me se amar é isto? Ter o mundo nos ombros mas sentirmos-nos leves porque temos o toque, a presença, o carinho? A vida é tão difícil e de repente, parece tudo tão fácil. Ridiculamente fácil. Assim. Aqui. Contigo. Agora faz sentido
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