O cigarro morre lentamente, enquanto me recorda de ti, por entre o fumo que me traz o cheiro das tuas roupas quando me abraçaste com o desalento de uma despedida. Os dias têm corrido lentamente, arrastando-me com eles para a escuridão das noites em que choro a falta que as tuas palavras me fazem sentir, a falta que me faz ter o teu toque. E vou-me perdendo em pesadelos que me perseguem mesmo depois de eu abrir os olhos. Vou-me perdendo de mim, e o mais triste, de ti. E das memórias que ainda nos restavam. O som da tua voz começa a estar dentro de um nevoeiro que me deixa confusa de como será agora. E o teu rosto vai começando a desvanecer das minhas lembranças. Apenas o meu coração continua a sentir-se igual. Ou talvez com ainda mais amor. Começo a ficar impaciente, vem rápido. Ou apenas diz que nunca mais virás.
Amo-te muito mamã
beijinhos, Inês.
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