Quero escrever sobre o tudo e sobre o nada, o tudo que me consome a vida e o nada que me resta e é absolutamente repugnante. Não o queria dizer, mas o que sinto há muito que não explode. Tenho tantos bichinhos com perguntas dentro de mim sam, e devoram-me a alma aos bocadinhos. Aquele espelho reflecte uma faceta imensamente diferente do que eu realmente sou sabes? Mas ninguém se importa, ou pergunta. Ninguém se questiona sobre os distúrbios da mente humana e isso deixa-me fraquinha. Só consigo sentir uma história de vida que de vez em quando vai aparecendo para me fazer companhia.
Por dentro eu sou assim. Vazia. Do lado de fora a fraqueza parece ser tão forte.. Tenho a minha história marcada na pele, mas ninguém consegue ver. E com angustia vou sorrindo para mim. E choro em sintonia, e com medo do tudo. Só queria que o mundo respirasse aos meus pés rendido, e depois, caísse em silêncio.
(Tenho andado muito ausente de ti pequenina, mas lembra-te gosto imensamente de ti e nunca perdes este lugar no meu coração, amo-te)
