Reality
Há muito que não dou valor à luz do dia, há muito que estou fechada numa noite só minha e ela não eclipsa para se tornar dia. O ar cheira a sorrisos falsos e a noites mal dormidas. As paredes são escuras e os espaços entre as tiras das persianas estão abertos, para o pai não pensar que pernoita com um vampiro. O telemóvel toca, mas certamente não seria ninguém especial, haverá alguém especial o suficiente para se aproximar? Para tentar entender a minha alma perdida? «Lembro-me de ti, e por me lembrar sei que os meus sentimentos não mudaram, continuo a gostar muito de ti.» Sempre foste dos poucos corajosos a apaixonar-se por mim... e o único que nunca desistiu. A minha cabeça pedia-me para te deixar ir, antes que te magoasses, isso é uma coisa que não quero voltar a fazer. Sempre fui fria e distante contigo, pelo menos o que conseguia ser. Eu não consigo gostar de ti, mas a minha solidão não me deixa deixar-te ir embora, porque és a única pessoa que em toda a minha vida nunca desistiu de mim, então eu deixo-te ficar comigo, mas digo-te todos os dias que não gosto de ti. «Deixa de ser chatinha, já falámos sobre isso.» Sim, já falámos. Talvez eu estivesse à espera que te fosses embora agora, e como ficaste, talvez eu tenha pensado que não percebeste bem. Mas percebeste, apenas gostas «demasiado de mim para me perder outra vez.»
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário